terça-feira, 4 de setembro de 2012

Guerra Virtual - Saem armas nucleares, entram vírus de computador.


Nos últimos anos, um novo tipo de ataque vem se tornando comum entre as nações. Trata-se de ciberbatalhas que envolvem supervírus de alta complexidade. É o inicio de um novo tipo de guerra, sem misses nem bombas. Pelo menos até o momento.

Por Thiago de Mendonça em 04 de setembro de 2012

Flame
(Fonte da imagem - Tecmundo)

Segundo uma matéria da Revista Super Interessante - Edição especial de agosto - uma das primeiras vítimas dessas pragas virtuais foi o programa nuclear do Irã. Entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, um vírus chamado Stuxnet se infiltrou nas máquinas que controlavam as centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas e danificou mais de mil delas, simplesmente aumentando sua rotação.
O Stuxnet é um worm - programa auto-replicante - que ataca sistemas industriais, onde afeta o sistema de controle dos equipamentos. Foi o primeiro vírus descoberto que espiona e reprograma sistemas industriais.
O The New York Times fez um infográfico e conta o desenvolvimento do vírus e seu funcionamento. Já o site Terra-Tecnologia, mostra o envolvimento dos EUA e Israel na criação da praga virtual.
De mesma origem que o Stuxnet e também ultra-sofisticado, o Duqu tem características semelhantes e também é um Malware de espionagem eletrônica. Acredita-se que o Vírus copiou projetos do programa nuclear iraniano por 5 anos. O Duqu parece ser uma evolução do Stuxnet, mais sofisticado, ele tem uma aproximação muito mais cautelosa, onde se aproveita de vulnerabilidades não identificadas do Windows.
Outro Malware recém descoberto e, ainda de maior complexidade, é o Flame. Descoberto pela empresa de segurança virtual, Kaspersky, tratava-se de um programa de espionagem eletrônica, onde podia capturar telas, gravar conversas de chat, ligar microfones para gravação de diálogos e ainda vasculhava outros dispositivos via conexão Bluetooth. Esses dados eram recolhidos e mandados, pela internet, aos seus criadores. O interessante é que assim que descoberto, os responsáveis pela criação acionaram um sistema de "autodestruição" , em que o vírus se apaga dos computadores sem deixar vestígios.
Segundo um artigo do Tecmundo, Vitaly Kamlyuk, especialista em Malwares da Kaspersky, detalhou em entrevista ao site RT o que exatamente é o vírus, quem está por trás dele e por que ele está sendo considerado tão perigoso. Segundo ele, o principal alvo é o Irã e, por conta disso, o vírus foi disseminado com muita força pelo Oriente Médio.

Número de Infectados
(Fonte da imagem - Portal G1)

O site IDGNOW, publicou uma matéria e explica, detalhadamente, como funciona e como o vírus Flame age.
Não se sabe, até onde essa guerra pode ir, talvez uma nova arma para uma possível 3ª Guerra Mundial esteja nascendo. Para Kamlyuk, a humanidade está perdendo muito a cada dia que passa com a criação de armas virtuais como essas. “Estamos lutando entre si em vez de lutar contra os problemas globais que todo mundo enfrenta em suas vidas”, finaliza.
E você, o que acha desses ciberataques? Dê sua opnião!

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